O skatista faz parte da delegação brasileira que está na Califórnia (EUA) participando de período preparatório para a disputa do Dew Tour.


FOTO: Julio Detefon/ CBSK



Luiz Francisco é o primeiro skatista classificado para as Olimpíadas. Em entrevista ao portal do Comitê Olímpico Brasileiro, o skatista de 20 anos disse que “A notícia que chegou hoje (sobre a classificação) me deixou muito feliz. Foram três anos na correria, competindo, viajando. Fazer parte da primeira Seleção Brasileira de Skate, da primeira Olimpíada com skate, é um marco histórico.”.


Nascido em Lorena, interior de São Paulo, Luiz ocupa atualmente a segunda colocação do ranking mundial. Ao longo das classificatórias olímpicas ele foi vice-campeão do Aberto Internacional de Nanjing (CHI / evento 5 estrelas), em julho de 2019, e em setembro do mesmo ano garantiu a prata no Mundial realizado em São Paulo.

O skate brasileiro poderá contar com até 12 representantes nos Jogos de Tóquio.



Preparação para as Olimpíadas


Graças a parceria entre a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB), foi possível promover a primeira excursão preparatória da história da Seleção Brasileira de Skate. O evento está sendo realizado na Califórnia. A excursão está possibilitando que os atletas tenham acesso a algumas das melhores pistas da região para treinarem. Todos os envolvidos no projeto estão seguindo protocolos rígidos de prevenção à Covid-19 e também testes periódicos ao longo da viagem.



As Olimpíadas


A estreia do skate acontece no dia 25 de julho com o Street masculino, às 9h (horário do Japão) - sábado, 24/07, às 21h no Brasil. No dia seguinte (26/07 – segunda), no mesmo horário, será a vez do Street feminino - domingo, 27/07, às 21h no Brasil.


O Park fecha a participação do skate nos Jogos Olímpicos nos dias 4 (quarta no Japão / feminino - terça, 03/07, Brasil) e 5 de agosto (quinta / masculino - quarta, 04/07, no Brasil), também com início às 9h (horário japonês / 21h do dia anterior no Brasil).

Todas as disputas acontecerão no Ariake Urban Sports Park.



Seleção Brasileira de Skate


Confira todos os nomes que integram a Seleção Brasileira de Skate:

Park Feminino: Dora Varella, Isadora Pacheco, Yndiara Asp, Victoria Bassi e Letícia Gonçalves;


Park Masculino: Luiz Francisco, Pedro Barros, Pedro Quintas, Mateus Hiroshi, Murilo Peres e Héricles Fagundes;


Street Feminino: Pâmela Rosa, Rayssa Leal, Letícia Bufoni, Gabriela Mazetto, Virginia Fortes Aguas e Isabelly Ávila;


Street Masculino: Kelvin Hoefler, Giovanni Vianna, Carlos Ribeiro, Felipe Gustavo e Lucas Rabelo.




#OLIMPÍADAS #ESPORTE

Sérgio Jimenez e Nelsinho Piquet acreditam em fim de semana competitivo no circuito paulistano



Um fim de semana menos problemático e de melhores resultados: esse é o objetivo da equipe MX Piquet Sports para a segunda etapa da temporada da Stock Car, que será disputada no autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). Depois de muito trabalhar para resolver os problemas mecânicos que limitaram a performance de Sérgio Jimenez e Nelsinho Piquet na primeira etapa, em Goiânia (GO), o time está confiante em somar pontos importantes para o campeonato no circuito paulistano.


“Foram semanas intensas desde Goiânia!”, resume Jimenez, que conquistou o primeiro ponto do time, estreante na categoria em 2021, na etapa de abertura. “Trabalhamos muito na oficina para resolver os problemas que nos atrapalharam na primeira prova e que fazem parte de uma estreia, já que foi nosso primeiro fim de semana em ação desde a fundação do time”, continuou. “Interlagos tem um ótimo traçado e tanto o Nelsinho quanto eu temos muita experiência lá. Estamos preparados para buscar uma boa performance dos carros e tentar traduzir isso em bons resultados”, afirmou.


A programação da Stock Car em Interlagos começa neste sábado (15), com treinos livres às 9h50 e às 12h40, com classificação às 15h20. A transmissão está garantida pelo canal oficial da categoria no YouTube. No domingo (16), as duas provas ocorrem a partir 11h e, além das redes sociais, serão transmitidas ao vivo em TV aberta pela Band e no canal de TV por assinatura SporTV2.


TEXTO: Geferson Kern



#ESPORTE

A advogada Gabriella Valdambrini ressalta que é necessária atenção aos aspectos jurídicos que envolvem este formato


Alternar o trabalho no escritório com o home office: esta poderá ser a realidade dos trabalhadores brasileiros na pós-pandemia. A modalidade conhecida como ‘trabalho híbrido’, já tem sido implementada em várias empresas ao redor do mundo e parece ser uma alternativa adequada para os tempos incertos que vivemos em razão da atual pandemia. O que ocorre é que as relações trabalhistas foram diretamente afetadas pela necessidade do isolamento social, as empresas tiveram que buscar alternativas e, de início, a regra parecia ser mesmo o home office em tempo integral. Contudo, alguns profissionais realmente precisam alternar suas jornadas entre escritório e casa devido às especificidades de suas tarefas.


Mas é preciso estar atento aos direitos e deveres do empregador e empregado nesta modalidade, como por exemplo, o ‘direito à desconexão’. Sobretudo o empregador, precisa ficar atento ao direito ao descanso, entre outros direitos do empregado, mesmo no formato híbrido. Isso permitiria, por exemplo, que os trabalhadores deixassem de responder mensagens enviadas fora do horário de expediente ou que não atendessem ligações dos empregadores em seus períodos de descanso. E como o empregador irá monitorar se o trabalhador realmente está cumprindo a sua jornada de trabalho?

Neste caso, a discussão está relacionada ao teletrabalho, modalidade de trabalho que foi incluída legalmente em 2017, através da Reforma trabalhista (Lei 13.467), mas que não prevê direito à horas extras sob a alegação de que a empresa não teria como controlar a jornada do profissional.


A advogada trabalhista Gabriella Valdambrini observa que “o trabalho híbrido não tem uma legislação específica e não está regulamentado na CLT ou em qualquer outra lei, pois é uma mistura do trabalho presencial e tele presencial. Por isso, as empresas precisam ficar atentas e respeitar as regras das suas modalidades”.


A advogada destaca ainda que o empregador precisa estar atento à convenção coletiva: “É importante que as empresas observem se há previsão na convenção coletiva sobre o teletrabalho, porque se houver alguma diferenciação, ela poderá aplicar nos dias que o empregado estiver em casa no regime híbrido. Muitos sindicatos, antes de existir


o teletrabalho, já vinham prevendo algumas questões de responsabilidade do empregador quando o empregado estivesse em casa. É o caso das empresas de tecnologia da informação, o SINDPD já previa na convenção coletiva que se o empregado trabalha em casa, o empregador é obrigado a custear a internet, ou seja, há obrigações nas convenções coletivas que acabam ressarcindo o empregado de custos com o trabalho home office, por isso é fundamental o conhecimento das convenções coletivas e o que elas determinem o que seja ressarcido ao empregado”.


A advogada acrescenta: “o controle de horas é a parte que tem mais discussões. Em princípio, quem está em teletrabalho não sofre controle de jornada, mas é claro que dá para a empresa controlá-la se ela quiser. A sugestão para a empresa que vai adotar o formato híbrido é: crie um meio, ainda que seja login ou logout, para controlar a jornada de trabalho, mesmo quando o empregado está em casa, assim ele não terá como alegar hora extra e a empresa consegue exigir a mesma produtividade, seja em casa ou na empresa”.


Vale lembrar que em março de 2020, o governo federal editou a Medida Provisória 927 inserindo um capítulo especial para orientar o teletrabalho. O parágrafo 5° do artigo 4° desta MP prevê, por exemplo, que “o tempo de uso de aplicativos e programas de comunicação fora da jornada de trabalho normal do empregado não constitui tempo à disposição, regime de prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou coletivo”.


Em relação à adequação legal que os governos devem fazer para adequar suas legislações internas a esse novo ‘mundo do trabalho’ que surge, Valdambrini lembra que desde 1919, ano em que a OIT realizou a primeira conferência e impôs limitações à jornada de trabalho e até hoje, já ocorreram muitas alterações e flexibilizações relacionadas às novas demandas trabalhistas, que foram ocorrendo ao longo das décadas e foram demandadas pela adoção de novas tecnologias.