A camisa 10 da seleção, Marta, é a primeira jogadora a marcar em cinco edições olímpicas.


Seleção Feminina do Futebol (Phillippe Huguen / AFP)



A seleção feminina de futebol iniciou com goleada a caminhada em busca do ouro olímpico dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Na estreia, o time comandado pela técnica sueca Pia Sundhage aplicou goleada por 5 a 0 sobre a China, nesta quarta-feira, às 5 da manhã horário de Brasilia (17 hs em Toquio), no estádio de Miyagi, em Fukushina.


O primeiro gol foi de Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo. Após recuperar a posse de bola no ataque, Bia Zaneratto cruzou na área, Debinha chutou na trave, Bia apareceu de novo tentando o rebote, e a bola sobrou para Marta abrir o placar.


Mantendo o controle da partida, e um ataque envolvente o Brasil não demorou muito para ampliar o marcador. Novamente tudo começou com Bia Zaneratto, que arriscou um chute da entrada da área, a goleira adversária espalmou, e Debinha aproveitou o rebote para fazer o segundo do Brasil. Barbara, a goleira brasileira, salvou o Brasil após a finalização de Miao, nos instantes finais do primeiro tempo que terminou com o placar de 2 x 0. E confirmou a boa fase no segundo tempo quando por pelo menos duas vezes impediu que a equipe chinesa fizesse seu gol.


Segundo tempo

Mais equilibrado as chinesas voltaram dispostas a empatar a partida, dando muito trabalho a goleira brasileira, o que abriu o caminho para a equipe brasileira que manteve a tranquilidade a ampliou o placar com Marta, Andressa Alves e Bia Zaneratto.


Em Campo

BRASIL: Bárbara, Bruna Benites, Érika, Rafaelle, Tamires; Formiga (Júlia Bianchi), Andressinha, Duda (Andressa Alves), Marta (Ludmila); Debinha e Bia Zaneratto.



Próximo jogo

O segundo jogo da equipe brasileira é no sábado, 24, às 20h do Japão (8h no Brasil), contra a Holanda, com quem deve disputar o primeiro lugar do grupo. A Holanda que goleou a Zambia em seu jogo de estreia por 10x0. Esse placar entrou para a história como a maior goleada dos jogos olímpicos. Anteriormente o maior placar era Alemanha 6 x 0 China, em 2016.


O time encerra a fase de grupos em Saitama, na terça-feira, 27, às 20h do Japão (8h no Brasil), contra a Zambia.


A primeira rodada do torneio olímpico já teve uma grande surpresa:

pelo Grupo G, a Suécia venceu a favorita seleção dos Estados Unidos por 3 a 0;

no Grupo F, a Grã-Bretanha estreou derrotando o Chile por 2 a 0.


Trajetória

O torneio de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 reúne 12 seleções divididas em três grupos com quatro equipes cada um. Após a fase de grupos, os dois melhores de cada chave e os dois melhores terceiros colocados se classificam para as quartas de final, de onde o torneio segue em formato mata-mata até a decisão.


O futebol feminino foi incluído no programa olímpico apenas em Atlanta 1996. O Brasil esteve presente em todas as edições desde então, ao lado de Suécia e Estados Unidos. A equipe verde-amarela só não entrou na disputa por medalhas em Londres 2020, quando caiu nas quartas de final. As brasileiras subiram ao pódio duas vezes para receber a medalha de prata, em Atenas-2004 e Pequim-2008.


O placar de hoje repete a melhor estreia brasileira em Olimpíadas, a goleada sobre Camarões em Londres-2012, e mantém a escrita da seleção feminina, que venceu todas as partidas iniciais em suas sete participações nos Jogos.


Resultados de hoje:


Grã-Bretanha 2 x 0 Chile

Japão 1 x 1 Canadá

China 0 x 5 Brasil

Zambia 3 x 10 Holanda

Suecia 3 x 0 EUA

Australia 2 x 1 Nova Zelandia




#esportes #olimpíadas

Na data em que o Estatuto da Igualdade Racial completa 11 anos, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulga o balanço semestral de ações para o segmento. A pasta ainda promoveu o enfrentamento ao racismo em todo o país



A promoção da igualdade de oportunidades para todos os povos é um dos pilares do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Nesta terça-feira (20), data do aniversário de 11 anos da publicação do Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº. 12.288/2010), a pasta divulga o balanço semestral de ações sobre o tema. Por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR), foi destinado cerca de R$ 1,4 milhão para pesquisas e construção de ferramentas de análise no primeiro semestre de 2021.


Baixe agora o novo Estatuto da Igualdade Racial.


Um dos destaques foi a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para desenvolver o Sistema de Monitoramento de Políticas Étnico-Raciais (SIMOPE). Com um investimento de mais de R$ 881 mil, a ferramenta reúne dados e indicadores para análise e monitoramento das políticas públicas voltadas para a população negra e os povos e comunidades tradicionais.


O SIMOPE oferece, em tabelas e gráficos, a evolução histórica de indicadores como presença territorial, escolaridade, renda média, infraestrutura e acesso a programas sociais. O sistema também conta com análises da política de cotas para estudantes nas instituições federais de educação superior, além de um módulo voltado à sistematização de informações referentes a educação, trabalho e renda. A expectativa é de que a ferramenta esteja disponível para o público em geral a partir de agosto de 2021.


“O sistema disponibiliza ao usuário um instrumento de gestão de informações para que os gestores públicos, acadêmicos, sociedade civil organizada e população em geral avaliem a situação do público-alvo e identifiquem oportunidades de formulação e adequação das políticas públicas existentes, que poderão ser desenvolvidas para a melhoria da qualidade de vida e progresso socioeconômico da população negra e dos povos e comunidades tradicionais", explica o titular da SNPIR, Paulo Roberto.


Política de Cotas

Outra ação de destaque foi a pesquisa e a análise sobre a implementação da Lei nº 12.990/2014 e a elaboração de metodologia de avaliação da Lei nº 12.711/2012. O investimento total nas ações foi de R$ 561.300. A SNPIR e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) apresentarão, até julho de 2021, os resultados do projeto que avalia a implementação da Lei nº 12.990/2014, referente ao ingresso de até 20% das vagas para os candidatos negros em concursos públicos federais.


Também serão informados os dados disponíveis sobre o processo de implementação da Lei nº. 12.711/2012, de acesso ao ensino superior pelo sistema de cotas em instituições de ensino federais. O projeto trará ainda subsídios importantes para o processo de revisão da lei, previsto para 2022.


Foco na Qualificação

Cinco capacitações foram lançadas em 2021, com destaque para a organização de um curso de promoção do empreendedorismo, geração de renda e valorização da cultura afro-brasileira no Estado do Rio de Janeiro. O projeto Cuidar também foi estruturado em abril para o combate ao uso de drogas e álcool entre povos tradicionais, com parceria do Ministério da Cidadania, da Saúde e da Fundação Nacional do Índio.


Confira o edital


No mesmo período, a SNPIR conseguiu a implementação do Projeto Igualdade Racial nas Escolas, com formação continuada de professores do ensino fundamental I e a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”.


Sinapir

Nos últimos seis meses, o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) incluiu oito novos municípios: Lagoa Dourada (MG), Caçapava do Sul (RS), Araraquara (SP), Afonso Cunha (MA), Goiânia (GO), Itabira (MG), Camaçari (BA) e Serrinha (BA). São 97 municípios inclusos no sistema, beneficiando mais de 52.460.233 habitantes brasileiros. A secretaria lançou uma cartilha digital com orientações para os estados e municípios sobre como aderir ao Sinapir.


Clique aqui e acesse a cartilha


O Sinapir organiza e articula a implementação do conjunto de políticas e serviços destinados a superar desigualdades étnico-raciais no Brasil. Os entes federados que se associarem ao sistema podem concorrer a bonificação de 50% de pontos nos editais anuais da SNPIR.




#política

Estudante de Maringá de 14 anos já montou sozinho 3 robôs que formam uma banda. Sonho do menino é cursar uma faculdade de mecatrônica para se capacitar em robótica e em desenvolvimento de software.



Desde pequeno, Luis Henrique Nogueira Faria, 14 anos é fascinado por robótica. Além de não gostar dos brinquedos habituais como bolas e carrinhos, os presentes que ganhava nos aniversários e datas comemorativas não duravam muito. Tudo o que tinha controle remoto era desmontado, não só para que ele conhecesse o funcionamento das coisas, mas também para virarem seus primeiros protótipos de robôs.


Toda essa curiosidade pelo funcionamento da parte elétrica de equipamentos foi incentivada pelo pai, que trabalhava na manutenção de aparelhos odontológicos antes de sofrer um AVC em 2017, que acabou o deixando em uma cadeira de rodas e uma grande peregrinação por sessões de fisioterapia. A mãe, dona Vânia Aparecida Nogueira Faria, precisou largar a profissão de 20 anos como auxiliar de saúde bucal para se dedicar integralmente à saúde do marido.


Se por um lado, Luis Henrique não pode mais acompanhar o pai nos concertos, o período de convalescença em um hospital durante três meses foi o pontapé inicial para que o sonho de construir robôs saísse do papel. Durante a longa internação de seu Luis Carlos o menino teve bastante tempo livre na casa de sua avó materna e não perdeu tempo, juntou os fios e outros objetos e deu início ao seu sonho. Mesmo com poucos recursos financeiros, já que pai e mãe passaram a viver de uma pensão curta, Luis Henrique não desistiu. Aos poucos ele já construiu três robôs, que desempenham diferentes funções, cantam, tocam violão e um que bate zabumba. Luis aproveita seus conhecimentos musicais e de iluminação e proporciona um verdadeiro show para os curiosos em seu canal do Youtube. Todos os robôs funcionam com montagens que ninguém acredita que foram feitas por um garoto.


Dona Vânia conta que ninguém o impede de sonhar e que ele corre atrás dos recursos para colocar seus sonhos em prática, mesmo com o orçamento contado. Um exemplo de sua determinação é ter se voluntariado a ajudar o tio no trabalho atuando como pintor e ajudante de pedreiro para levantar dinheiro e construir uma cabeça robótica para seu mais novo projeto.


Há mais ou menos um ano, Luis sentiu um misto de orgulho e admiração ao ver na TV um robô construído em Maringá, na cidade onde mora, ganhando destaque em todo o país. E ele colocou na cabeça que precisava conhecer o Tinbot, primeiro robô brasileiro interativo que reúne Inteligência Artificial, Cognição e IoT, desenvolvido pela Tinbot Robótica, startup parte do Grupo DB1, e a empresa que o tinha construído.


Há poucas semanas, o sonho se tornou realidade e ele pode conhecer o Tinbot na nova sede do Grupo DB1, formado por um grupo de empresas de Maringá, onde conheceu a fábrica de robôs e ainda pôde ajudar a soldar uma peça do que virá a ser mais uma das inovações da empresa.


O sonho de Luis é cursar uma faculdade de mecatrônica para se capacitar em robótica e em desenvolvimento de software e aprimorar seus conhecimentos para seguir na carreira. Segundo ele, seu sonho é trabalhar da DB1. E o sonho de Luis está prestes a se tornar realidade, já que a Happy Code, referência global no ensino de Programação, Maker e Robótica com presença em países como Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos, deu uma bolsa de estudos para que Luis inicie a sua jornada de aprendizado em dois cursos: desenvolvimento de software e robótica na unidade da escola em Maringá.


Otoniel Reis, Diretor da Happy Code, explica que “é exatamente isso que a Happy Code quer fazer: ajudar as pessoas a mudarem o mundo. Convidamos o Luis para conhecer a nossa escola e contar sua história para todos os nossos colaboradores. Depois que ele contou um pouco da história dele, passamos um vídeo gravado pelo nosso CEO especialmente para ele e contamos que ele ganhou uma bolsa de estudos na Happy Code para os cursos de programação e robótica. Ele recebeu também um certificado especial com os dizeres ‘Certificamos que o Luis é um menino capaz de mudar o mundo’”.


E para fechar esse momento de felicidade da família do menino, o próprio Tinbot compareceu à Happy Code para revelar mais uma ótima notícia. É que a Tinbot Robótica convidou o Luis para uma experiência de mentoria em robótica com a equipe de criadores do Tinbot na nova sede totalmente tecnológica do Grupo DB1. Conheça mais sobre o “Menino que descobriu a robótica” no canal do Luís Henrique no Youtube https://youtube.com/channel/UCwMlXQKG4uMDa3bhmVQA-Nw




#EMPREENDEDORISMO #TECNOLOGIA #EDUCAÇÃO