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Agressão contra idosos cresceu no último ano

Agressões contra idosos representaram 30% do total de agressões de 2019


Agressões físicas e verbais contra idosos cresceram assustadoramente. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, elas representam 30% do total de agressões em 2019.


Ao longo do ano, foram 48,5 mil registros referentes ao grupo. Esses números colocam os idosos na segunda colocação entre os grupos mais vulneráveis, atrás apenas de crianças e adolescentes, com 86,8 mil denúncias (55% do total).


A violação contra pessoas idosas que concentra o maior volume é a negligência, com 38 mil registros (quase 80% do total), seguida de violência psicológica (24%), abuso financeiro (20%), violência física (12%) e violência institucional (2%).


A negligência é caracterizada pela falta de cuidado quanto às necessidades básicas do idoso, como alimentação e moradia adequada, por exemplo. Já a violência psicológica é caracterizada por ações ou omissões que resultem em dano emocional, seja por meio de comportamentos, constrangimentos, humilhação, isolamento e outras situações.


As violações de direitos humanos contra pessoas idosas ocorre em todo o país, mas com concentração expressiva nos três estados mais populosos: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os estados reúnem 25,2 mil denúncias de violações contra idosos, que representa 52% entre todas as recebidas pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Cerca de 24% ocorreram apenas em São Paulo.


Porém, o cenário muda quando se aplica uma análise que leve em conta o número de denúncias por 100 mil habitantes. Nesse caso, o Rio de Janeiro lidera, com 35,2 denúncias por 100 mil habitantes.


Minas Gerais e Distrito Federal aparecem logo atrás: 34,8 e 32,8, respectivamente. As três unidades federativas apresentam taxa acima da média nacional de 20 denúncias por 100 mil habitantes.


Perfil da vítima e do agressor

O perfil da vítima idosa é predominantemente do sexo feminino, de cor branca, com idade entre 76 e 80 anos e nível de escolaridade equivalente a fundamental incompleto. O suspeito, por sua vez, é uma pessoa do sexo feminino, de cor branca, com idade entre 41 e 60 anos e com nível fundamental incompleto.


Sobre a relação entre o suspeito e a vítima, a conclusão é de que a maioria das violências são praticadas por alguém do convívio familiar ou próximo à vítima. Filhos, netos, genros ou noras e sobrinhos aparecem em 83% dos casos.


Canais de atendimento

O Disque 100, o app Direitos Humanos Brasil e o site da ONDH oferecem serviços gratuitos e funcionam 24 horas por dia, inclusive em feriados e finais de semana. O aplicativo e o site oferecem atendimentos em Libras para pessoas com deficiência.


Os canais funcionam como "pronto-socorro” dos direitos humanos, pois atendem também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes e possibilitando o flagrante.

Faça sua denuncia. Não deixe este numero aumentar. Denunciar é também um ato de amor.


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