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Câncer de Mama atinge de 4% a 5% mulheres com menos de 35 anos

Movimento Coletivo Pink por um outubro além do Rosa, mostra pesquisa feita pelo Ibope e aponta que a pandemia fez com que muitas mulheres deixassem de ir ao mastologista ou ginecologista


“Câncer de mama: o cuidado com a saúde durante a quarentena”, é o nome da pesquisa realizada pelo IBOPE a pedido da Pfizer. Ela mostrou que devido ao isolamento social, 62% das mulheres deixaram de ir ao ginecologista ou ao mastologista. Entre as que têm 60 anos ou mais e pertencem ao grupo considerado de risco, o índice é ainda mais elevado: 73% disseram estar à espera do fim da pandemia para marcar uma consulta médica e realizar exames de rotina, que poderiam detectar doenças como o câncer de mama.


Ainda que o câncer de mama seja o tumor mais frequente entre as mulheres, – desconsiderando-se o câncer de pele não melanoma – e mais de 65 mil novos casos por ano deverão surgir no Brasil até 2022 segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a prevenção à doença ainda ocorre de forma tardia no país.


Apesar destes números, de acordo com a pesquisa, 72% das mulheres entrevistadas (1.400 por plataforma online) vão ao ginecologista ou ao mastologista regularmente, pelo menos uma vez ao ano. Contudo, uma em cada quatro respondeu que não conversa com o médico sobre prevenção, nem recebe orientações sobre a importância do checkup anual e do autoexame ou, quando o assunto é abordado, é feito sem muita ênfase na prevenção do câncer de mama. Outro dado importante é que a prevalência do câncer de mama em mulheres jovens, com menos de 35 anos, no Brasil é de 4 % a 5%. Como esse grupo está fora do público de rastreamento, e a frequência de tumores agressivos é maior nessa faixa etária, muitas vezes o diagnóstico se dá em uma fase mais avançada. Por isso a importância que conversar com seu médico sempre, independente da faixa etária e imaginar que isso só vá acontecer com mulheres acima dos 40 anos ou mais.


“O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como idade, questões hormonais, história reprodutiva, aspectos comportamentais e ambientais, entre outros. Os fatores hereditários correspondem a apenas 5% a 10% do total de casos de câncer de mama. É muito importante que desde cedo as mulheres sejam informadas adequadamente e orientadas a cuidar da sua saúde da melhor maneira possível”, ressalta Maria Del Pilar Estevez Diz, Diretora de Corpo Clínico e Coordenadora da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP, Oncologista Clínica da Rede D'Or - Onco Star e Hospital São Luiz do Itaim.


A pesquisa revelou ainda que apesar do movimento outubro rosa existir há mais de 15 anos com o objetivo de alertar para o câncer de mama, a desinformação sobre a doença ainda é grande. Por exemplo, entre as mulheres entrevistadas, 63% não sabem que a amamentação é um fator protetivo contra a doença.


Um dos mitos muito disseminados é o de que o câncer só é desenvolvido por quem já teve caso na família – 37% acreditam nesta afirmação ou não sabem se ela é verdadeira. Outros temas também demonstram o grande desconhecimento: 74% não sabem ou acreditam que é verdadeira a relação entre traumas na mama e o aparecimento doença.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen For the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O INCA — que participa do movimento desde 2010 — promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce do câncer de mama.


Lembre-se: faça sempre o autoexame, sinto se existem anormalidades ou nódulos nas mamas e, em caso de alguma suspeita, procure seu médico. Se você tem de 50 a 69 anos, faça a mamografia a cada dois anos. Se cuide e leve o Outubro Rosa pelo resto do ano!

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