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Covid X Flexibilização

Abertura precoce do comércio pode elevar em 71% número de óbitos em São Paulo

O relaxamento da quarentena adotada no Estado de São Paulo foi comemorado por muitos, principalmente pelo setor de economia, mas a reabertura do comércio pode aumentar o números de óbitos em 71%, segundo grupo de pesquisadores ligados à USP e FGV .


A estimativa para essa abertura “precoce” no estado de São Paulo poderá elevar em 71% o número de óbitos por conta das medidas de flexibilização do isolamento social. Segundo cálculos do grupo, o relaxamento da quarentena e a reabertura do comércio poderá causar mais 10.300 mortes além das 5.500 previstas até a primeira semana de julho.


Com este possível quadro, São Paulo teria 24.900 mortes, de acordo com os pesquisadores. Trata-se, portanto, de uma diferença de 71% sobre os 14.600 óbitos previstos sem a reabertura.


Números

O estado de São Paulo registrou, até às 16h do ultimo domingo (14) 10.694 óbitos e 178.202 casos confirmados pelo novo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas com a COVID-19, 32.602 foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar. Dos 645 municípios do território paulista, houve pelo menos uma pessoa infectada em 579 cidades, sendo 307 com um ou mais óbitos.


As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 76,2% na Grande São Paulo e 69,2% no estado. O número de pacientes internados é de 13.982, sendo 8.272 em enfermaria e 5.710 em unidades de terapia intensiva.


Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 6.169 homens e 4.525 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,6% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (2.551), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (2.476) e 80 e 89 anos (2.129). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (16), 10 a 19 anos (27), 20 a 29 anos (80), 30 a 39 anos (388), 40 a 49 anos (790), 50 a 59 anos (1.522) e maiores de 90 anos (715).


Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,2% dos óbitos), diabetes mellitus (43,1%), doenças neurológica (11,2%) e renal (10,1%), pneumopatia (8,8%). Outros fatores identificados são obesidade (7%), imunodepressão (6,5%), asma (3,2%), doenças hematológica (2,2%) e hepática (2,1%), Síndrome de Down (0,4%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 8.608 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,5%).


Perfil dos casos

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 84.138 homens e 93.832 mulheres. Outras 232 pessoas não foi informaram o sexo.


A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (43.786), seguida pelas faixas de 40 a 49 (39.853), 50 a 59 (28.055), 20 a 29 (24.806), 60 a 69 (16.795, 70 a 79 (9.830), 80 a 89 (5.751), 10 a 19 (4.620), menores de 10 anos (2.732) e maiores de 90 (1.761). Não consta faixa etária para outros 213 casos.


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