Carregando ...
 
Buscar

Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino celebra a liderança da mulher no mercado de trabalho

A data é uma iniciativa das Nações Unidas em parceria com diversas instituições globais de incentivo às mulheres que criam e comandam seus próprios negócios, e parte de uma campanha contra a desigualdade de gênero no mercado de trabalho.



Toda empreendedora sabe, porém, que o trabalho é necessariamente diário e extenso, e por isso qualquer dia é dia mundial da mulher que empreende – e que lidera e realiza seu business, sua empresa, seu projeto, seu ofício.


Por isso, selecionamos aqui algumas informações fundamentais sobre empreendedorismo feminino e os dilemas das empresas comandadas por mulheres, além de uma seleção de frases de algumas das mais inspiradoras mulheres líderes em seus ramos por todo o mundo.



"Quando você tropeçar, mantenha a fé. Quando for nocauteado, levante rápido. Não ouça quem diz que você não pode ou não deve continuar."


- Hillary Clinton, 67ª Secretária de Estado dos Estados Unidos




O que é o empreendedorismo feminino?


A resposta para essa pergunta pode ter tanto um caráter individual quanto coletivo – por um lado, trata-se do gesto inspirador e corajoso de uma mulher contrariar as tendências e barreiras para abrir seu próprio negócio e conduzir sua carreira tomando as rédeas de seu trajeto profissional.


No âmbito coletivo esse pode ser visto como um verdadeiro movimento: de incentivo e participação nos projetos e empresas tocadas por mulheres. Assim, consumir produtos de tais empresas é, por exemplo, uma maneira de ajudar a quebrar paradigmas desiguais, machistas e preconceituosos sobre as lideranças femininas no mercado de trabalho.


Importante frisar que quando falamos de empreendedorismo feminino, não estamos nos referindo somente às grandes empresas lideradas por mulheres, mas também às produtoras locais, aos pequenos negócios, aos empreendimentos individuais e as startups. Cada projeto é parcela importante de tal movimento, trazendo benefícios para cada mulher, mas também para a economia e por uma sociedade menos desigual e mais inclusiva.


A data foi estabelecida pela ONU Mulheres, braço das Nações Unidas que defende os direitos humanos femininos, com seis áreas de atuação em mente, como pontos de importante incentivo e mudança: a liderança e a participação política das mulheres, o empoderamento econômico como parte da afirmação feminina, o combate irrestrito à violência contra mulheres, paz e segurança em emergências humanitárias, e ainda governança e planejamento, e normas globais e regionais.


No primeiro ano da iniciativa, em 2014, o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino foi celebrado em 153 países com atividades globais pelo fortalecimento de tal protagonismo.



"Você pode não controlar os eventos que acontecem com você, mas você pode decidir não se deixar rebaixar por eles."


- Maya Angelou, escritora e poeta norte-americana




Dados e informações


O Brasil possui hoje cerca de 30 milhões de empreendedoras ativas, um número que teve aumento considerável no último ano, mas que ainda representa 48,7% do mercado – dado inferior à proporção populacional feminina.


As mulheres, afinal, representam 52% da população brasileira, e no entanto ocupam somente 13% das posições de destaque entre as maiores empresas do país – e entre as mulheres negras, a realidade é ainda pior. curiosamente, apesar de se tratar de um país tão desigual, o Brasil é a 7ª nação com mais mulheres empreendedoras no mundo – um dado que parece destinado a crescer.




Mulheres dominam mais de 70% da produção científica nacional, mas ainda enfrentam desafios de gênero


Mas muitas correções se fazem ainda necessárias nesse caminho pela afirmação feminina no mercado de trabalho e negócios. Dados do Sebrae comprovam que as mulheres empreendedoras estudam 16% a mais do que os homens, e ainda assim ganham 22% a menos.


Quase metade dessas mulheres chefiam também suas residências enquanto lideram suas empresas, e a absoluta maioria – cerca de 80% – não possuem sócio algum.


Além disso, ainda que apresentem uma média de inadimplência menor que os homens – de 3,7% contra 4,2% – as mulheres tendem a pagar uma taxa de juros maior: 34,6% contra 31,1% entre os empreendedores homens. E o problema começa já contratação: segundo o Linkedin, mulheres tem 13% a menos de chance de serem consideradas por um recrutador – só por serem mulheres.



"Eu fui criada para acreditar que a excelência é a melhor forma de impedir o racismo ou o sexismo. E é assim que eu escolhi operar a minha vida."


- Oprah Winfrey, apresentadora de televisão e empresária norte-americana



Os exemplos de grandes empreendedoras brasileiras são muitos, e cada um merece toda atenção, participação e aplausos. Desde as cozinheiras de Paraisópolis, as empreendedoras negras que se uniram durante a pandemia para confeccionarem máscaras, passando por Viviane Sedola, braslieira apontada como uma das 50 mulheres mais influentes do mundo no mercado de cannabis, passando pela loja Translúdica, que atua pela inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, chegando a Donuts Damari, de Carolina Vascen e Mariana Pavesca, e à Señoritas Courier, um serviço de entregas de bike realizado em São Paulo somente por mulheres e transexuais – e a lista sequer começou.



"Empreendedorismo, para mim, é fazer acontecer, independentemente do cenário, das opiniões ou das estatísticas. É ousar, fazer diferente, correr riscos, acreditar no seu ideal e na sua missão."


- Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza


Luiza Trajano, do Magazine Luiz (Flavio Santana/Biofoto)



Entre tantas grandes mulheres e importantes iniciativas, no entanto, é impossível não pensar em Luiza Helena Trajano nesse tema. Nome por trás do imenso sucesso da rede de lojas Magazine Luiza, Trajano começou a trabalhar aos 12 anos em um estabelecimento de seus tios na cidade de Franca, no interior de São Paulo.


Em 1991 ela se tornou CEO da empresa, e iniciou, por exemplou, uma transformação digital na rede – que hoje possui mais de 1000 lojas e um e-commerce que fazem da marca uma das lideranças no ramo, e de Trajano uma das brasileiras mais ricas e influentes do país.


O empreendedorismo feminino, portanto, não só oxigena e amplia o mercado de trabalho, as oportunidades de emprego e de criatividade no país, como também aquece a economia: segundo estudo realizado pelo Boston Consulting Group em 2019, reduzir a diferença de gênero em cargos executivos pode elevar o PIB nacional entre US$ 2,5 trilhões e US$ 5 trilhões.


O futuro melhor, portanto, passa necessariamente pela força do empreendedorismo feminino no dia 19 de novembro e no resto do ano – em benefício das mulheres e de todo o país: um país de maioria feminina.



Conteúdo publicado originalmente em: Hypeness



#EMPREENDEDORISMO