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Na contramão, startups se unem com ações para gestantes

Mesmo em cenário de desemprego, nomes como B2 Mammy, Raízs e Olist tem dado destaque para o tema com garantia de apoio para mães no mercado



Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45% dos lares brasileiros são sustentados por mulheres , e ainda de acordo com a instituição, 8,5 milhões de mulheres perderam seus empregos durante a pandemia. Ainda nesse cenário, a B2Mamy junto com a Distrito e a Endeavor, promoveu o "Female Founders Report 2021" que registrou um pequeno índice de empresas brasileiras lideradas por mulheres, no total 4,7%. Por isso, iniciativas que as apoiam têm ganhado força em empresas que investem atenção na diversidade e no protagonismo feminino.


A B2Mamy , é a primeira empresa de educação digital que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que sejam líderes e livres economicamente. Com o grande gap de gênero existente no país, a empresa tem o propósito de capacitar mães para que elas desenvolvam independência e autonomia para buscar seus sonhos profissionais. Nos cinco anos de existência, mais de 30 mil mães foram capacitadas nos programas da startup e mais de R﹩ 6 milhões foram movimentados na rede. Além disso, foi pioneira ao criar a primeira plataforma de realidade virtual e streaming especializada na jornada da maternidade, o B2Mamy E-Place . E, durante a pandemia, lançou também o programa social Womby , projeto que oferece cursos gratuitos com foco em profissões digitais para mães da periferia de todo o Brasil.


E para as que são mães ainda em desenvolvimento, ou seja, que estão gestantes, as dificuldades são ainda maiores. Por isso, a Raízs, foodtech que conecta pequenos produtores com consumidores de orgânicos, promovendo um elo entre o campo e a cidade, tem dado destaque para o tema. Por meio do projeto Contrate Grávidas, a foodtech decidiu dar mais oportunidades com o objetivo de colocá-las no mercado de trabalho e garantir assim, mais sustento para as famílias e oferecendo também todo o suporte que esse momento necessita.


Outro participante do projeto é o Olist , scale-up que ajuda quem quer vender a encontrar quem quer comprar, que recentemente contratou uma mulher grávida de 4 meses e meio para assumir a posição de Operations Manager. Além disso, a empresa vem promovendo outras ações pensando no bem estar de seus colaboradores, pois percebeu a necessidade e a importância do tempo que eles devem ter com sua família.

Pensando nisso, a scale-up criou o Programa de Licença Parental Estendida, que permite para as futuras mães uma licença-maternidade de até 6 meses, sendo quatro meses por direito, um mês de férias e mais um mês concedido pela empresa. As colaboradoras também podem escolher trocar o "mês extra" por voltar a trabalhar meio período durante 2 meses.


Para auxiliar as mães (e os pais) que precisam conciliar o home office com os filhos em casa, a empresa oferece o momento "Pit Stop". Nele, elas têm suas agendas bloqueadas por trinta minutos, duas vezes ao dia, para que possam destinar sua atenção às necessidades dos filhos durante o expediente.


Com todas essas ações, as startups pretendem, ao menos, minimizar esse problema, e recolocar as gestantes e puérperas no mercado de trabalho. A ideia é que a maternidade não seja observada como algo que atrapalha o desempenho das mulheres no trabalho, indo na contramão de um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa, divulgada neste ano, revela que metade das mulheres perderam seus empregos em até dois anos após a licença maternidade.




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