Dados apontam que só no Brasil, cerca de 70% da população consume pelo menos um jogo eletrônico.



O mercado de games e eSports ganhou ainda mais força durante a pandemia, registrando um aumento de cerca de 7,1% no consumo em 2020. Só no Brasil, de acordo com dados da PGB, cerca de 70% da população consume pelo menos um jogo eletrônico. Hoje, o Brasil é o líder dentre os países da América Latina no mercado de games e, no ranking mundial, ocupa a 13ª posição, segundo dados coletados em levantamento da Newzoo.


O crescimento do setor é, obviamente, um atrativo para que as marcas se aproximem cada vez mais do segmento. Segundo um estudo realizado pela Wunderman Thompson, a publicidade em games e eSports pretende movimentar globalmente cerca de US$ 10 bilhões até 2024.


De acordo com dados de uma recente pesquisa “Publicidade em Games no Mercado Brasileiro”, realizada pelo IAB Brasil em parceria com a Toluna, a publicidade nos jogos tem tido uma boa receptividade por parte do público. Na pesquisa, o resultado aponta que 66% dos entrevistados não se incomodam parcial ou de forma alguma com anúncios sendo exibidos, ao mesmo tempo que 37,74% preferem não ver propagandas.


E na contramão dos formatos comumente utilizados para a execução das publicidades, as que são feitas como forma de bonificação dentro dos jogos conquistaram cerca de 53,8% dos participantes da pesquisa, sendo um dos formatos mais assertivos.


Para o COO da MField, Gabriel Lima, agência especializada em projetos com influenciadores e conteúdos para ativações digitais, há diversos pontos que as marcas precisam levar em consideração para entender onde e como investir no mercado de games, especialmente para que o retorno e aderência do consumidor sejam efetivos. Gabriel ressalta que “os anúncios não podem interromper e sim entreter, além de estarem relacionados ao jogo de alguma forma e, principalmente, fugirem de um formato escancarado de propaganda. É necessário participar do storytelling”, destaca. “Outros formatos vem gerando cada vez mais resultado para as marcas, o branded content é um deles, a comunidade gamer passa a maior parte do tempo dentro de um ambiente virtual, e é lá que as marcas devem estar, trazendo seus produtos e serviços diretamente para dentro dos jogos, e a forma de participar é fundamental para ganhar a confiança da comunidade”, completa.


Já para Tati Oliva, sócia-diretora da Cross Networking, é necessário criar um ambiente que mostre às marcas que é possível investir sem sofrer, uma vez que o retorno é positivo. A Cross Networking é a empresa idealizadora do Extra Life, game show que une entretenimento, games, celebridades e causas sociais. “O universo dos games detém um público altamente fiel. Essas pessoas consomem, então a marca tem que se comunicar com esse público como consumidor e não só como gamers”, pontua. No caso do Extra Life, que chegou em sua segunda edição neste ano, o game show contou com a parceria de marcas como SuperCoffee, BMW, Vivo, Fiever, Outback e Colgate Plax.


Segundo dados da 123scommese.it, o setor de games e eSports deve movimentar mundialmente quase US$ 146 bilhões em receita em 2021. O número representa um aumento de 40% em dois anos.



Texto: Soraia Alves | Originalmente publicada em: B9




#GAMES

Seleção venceu o México por 3 a 0 e enfrenta a Venezuela, nesta quarta, 19h, com transmissão do SporTV e e NSports


ITF Beach Tennis World Cup Rio de Janeiro. Foto: Marcello Zambrana/DGW



A Seleção do Brasil estreou com fácil vitória na noite desta terça-feira na ITF Beach Tennis World Cup, a Copa do Mundo por equipes. Em uma noite fria e com bastante chuva, o time comandado por Alex Mingozzi marcou 3 a 0 sobre o México na quadra central da arena montada no Posto 2 da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.


O Brasil volta à quadra nesta quarta-feira, às 19, para enfrentar o Venezuela, com transmissão ao vivo pelo SporTV 3 e da NSports, que também transmite todos os outros confrontos da quadra central.


ITF Beach Tennis World Cup Rio de Janeiro. Fotos: Marcello Zambrana/DGW



O time nacional, tricampeão mundial em 2013, 2018 e 2019, largou com vitória da carioca Joana Cortez e da paranaense Marcela Vita sobre Jessica Cortes e Valentina La Bergere por 6/1 6/0. Na dupla masculina, Vinicius Font, 8º do mundo, e Thales Santos, 17º colocado, superaram Jonatan Banos e Luis Osante por 6/1 6/1. Na dupla mista, Rafaella Miller e André Baran, campeões mundiais de mistas em Terracina, na Itália, no mês passado, superaram La Bergere e Banos por 6/0 6/0.


"Desde que o Beach Tennis chegou aqui no Brasil em 2008 no Rio, estar jogando em casa depois de tantos oito anos na Rússia, é a realização de um sonho. Entrar nesse primeiro jogo na estreia do Brasil junto com a Marcela. Todo mundo vem trabalhando muito, com bons resultados todo esse tempo. A gente merecia essa estreia", disse Joana Cortez, uma das precursoras do esporte no país: "Entramos preparadas e focadas, muita chuva o dia inteiro, viemos mais cedo treinar na chuva para nos preparar. Não conhecíamos a equipe do México, mas conseguimos jogar com muita calma e tranquilidade, mantendo nossa estratégia para sair com essa vitória".


Com o resultado, o Brasil avança à frente no Grupo B da competição e enfrenta a Venezuela que perdeu da Alemanha por 2 a 1. O time alemão foi comandado pela ex-número 1 do mundo, Maraike Biglmaier. A atual nona colocada e a parceira Margarete Pelster marcaram 5/7 6/2 10/4 sobre Patrícia Diaz, terceira do mundo, e Lady Correa. No masculino, os irmãos Manuel e Benjamin Riglstetter derrotaram a dupla de Carlos Vignon e Ramon Guedez, 15º do mundo, por 6/3 6/4 e garantiram o triunfo no confronto. Os venezuelanos venceram nas mistas com Eduardo Garay e Iosune Roncal por um duplo 6/3 garantindo o ponto de honra.


Nesta quarta-feira, o Brasil pode já garantir sua classificação para as quartas de final caso derrote a Venezuela. O confronto pode colocar frente a frente Rafaella Miller, número dois do mundo, e Patrícia Diaz, dupla que vem fazendo sucesso no circuito com o título do Sand Series de Gran Canaria, na Espanha, e a final do Mundial de Dupla Feminina em Terracina. A definição das equipes sai somente até trinta minutos antes do confronto.


Pelo Grupo A, a Itália marcou 3 a 0 diante do Equador e lidera a chave com a França em segundo lugar. O time europeu passou pelo Japão por 2 a 1 de virada. Os italianos são os maiores campeões com quatro títulos mundiais e tentam recuperar a caneco que não vem desde 2017.


No Grupo C, a Espanha marcou 3 a 0 contra Curaçao com destaque para Antonio Ramos, quarto do mundo e ex-líder do ranking, que atuou ao lado de Saulo Damasio derrotando Michiel Noordhoek e Nick Rosberg por 6/0 6/1.


Ramos estranhou o dia atípico na capital carioca: “Foi um bom bem difícil por conta do tempo, mas ótimo como resultados. Não é o Rio de Janeiro que todo mundo pensa, mas está bom assim mesmo, esperamos passar logo esse dia e melhorar o tempo nos próximos dias”, apontou Ramos que vem de título do ITF Sand Series de Gran Canaria, na Espanha.


“Temos uma chave ótima, esperamos fazer um grande resultado e quem sabe conseguir uma medalha. As sensações são ótimas, voltei da Gran Canaria ganhando um torneio ótimo. Estamos confiantes, temos uma boa equipe”, seguiu.


A Espanha lidera a chave com o Chile em segundo após vitória contra Portugal por 2 a 1 no confronto que abriu a programação na quadra central.


Pelo Grupo D, a campeã de 2016, a Federação Russa, superou a Bulgária por 3 a 0. Nikita Burmakin, campeão mundial de Dupla Masculina em Terracina, destacou a mudança da equipe após a saída de Sergey Kuptsov, 24º, do mundo: “Tivemos uma mudança inesperada, meu parceiro habitual Sergey Kuptsov não pode vir com problema de saúde, então tivemos que mudar de última hora. Nossa composição de time é nova, não sabemos o que esperar. Esperamos que tenhamos sorte e mostremos um bom nível com esse novo time”, disse Burmakin que atuou ao lado de Nikolay Gurev derrotando Emil Argirov e Dimitar Simeonov por 7/5 6/2. No outro confronto do grupo, Aruba venceu o clássico caribenho contra Porto Rico por 2 a 1.


São 16 países divididos em quatro grupos. Os dois melhores passam às quartas de final que serão realizadas na sexta-feira.



Brasil vence no Juvenil


O time nacional começou com fácil vitória no juvenil sobre a Alemanha por 3 a 0. Vitória Marchezini, 21ª do mundo e de apenas 15 anos, e a parceira Antonia Thompson derrotaram Charlize Hummel e CristinaSchaale por 6/0 6/1. Entre os meninos, Giovanni Cariani e Daniel Mola passaram por Pit Wild e Olivier Schleich por um duplo 6/1. Nas mistas, Cariani e Marchezini superaram Wild e Johnna Bohdjalian por 6/1 6/0. O país encara também a Venezuela pelo Grupo A.


São oito países divididos em dois grupos e os dois melhores vão para as semifinais.


Simultaneamente à competição mundial estão sendo realizados o Circuito Nacional Infantojuvenil, o Circuito Nacional Seniors e Campeonato Brasileiro de Beach Tennis. Os três torneios contampontos para o ranking da Confederação Brasileira de Tênis.



Sobre o Beach Tennis


O Beach Tennis é um esporte relativamente novo. Foi criado na década de 80 na Itália e ganhou o mundo. Hoje é praticado em mais de 80 países e por mais de um milhão de pessoas. Chegou às areias brasileiras em 2008 e virou febre nacional.


A 2021 ITF Beach Tennis World Cup tem o patrocínio de Vivo, Magalu, Netshoes e SEELJEE - Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude. Copatrocínio – Sandever (Bola Oficial), Care Plus (Empresa de Saúde Oficial) e BRB – Banco de Brasília. Agência Oficial – Droptur. Hotel Oficial – Hilton. Parceira – SMEL - Secretaria Municipal de Esportes e Petra. Evento Oficial – ITF – Federação Internacional de Tênis, CBT – Confederação Brasileira de Tênis e Tênis RJ.




#ESPORTE

iniciativa faz parte da estratégia de divulgação da "Brastemp Edição Compartilhada"


Parceria entre Brastemp e Rappi vai distribuir 'camiseta-indireta' para homens que não participam das tarefas domésticas. Foto: Divulgação Brastemp / Estadão


Dando continuidade à conversa sobre a falta de equidade nas atividades domésticas, a Brastemp lançou em agosto Desculpas Deslavadas, campanha que traz como tema principal as desculpas clássicas usadas por quem não divide as tarefas de casa. “Não sei como faz”, “Quando fui fazer, você já tinha feito”, “Eu disse que ia lavar depois”, “Você não pediu pra te ajudar” são algumas das frases que estampam as camisetas da campanha. Agora, atendendo a pedidos do público nas redes sociais, o consumidor de São Paulo pode adquirir camiseta com essas frases.


Em parceria com o Rappi, as camisetas serão vendidas simbolicamente por 1 centavo (+ frete). “Lavar as roupas é uma atividade de todos, não há mais espaço na sociedade para uma divisão de tarefas baseada em gênero. Pensando nisso, estamos trazendo para a campanha as famosas desculpas dadas por aqueles que não se engajam no ambiente da lavanderia, terceirizando o serviço. É uma forma de nos posicionarmos na transformação de como a sociedade olha para as atividades de casa, já que segundo nosso levantamento de maio com o Think Eva, no longo prazo, pode-se estimar que as mulheres passam quase quatro anos da vida lavando as roupas, tempo no qual os homens podem se dedicar a outras tarefas, inclusive ao seu desenvolvimento pessoal e profissional”, comenta Allyne Magnoli, Diretora de Marketing da Whirlpool, detentora da marca Brastemp.


As camisetas estampadas com algumas das desculpas que as pessoas dão para não lavar as roupas são produzidas com tecido que possui uma tecnologia em que a tinta se desfaz ao ter contato com a água na máquina de lavar. Assim, as desculpas se desfazem e revelam o real conceito da campanha: “Tarefa doméstica é tarefa de todos”.


No fim de semana (02 e 03), uma Pop-Up Store foi criada no Rappi, apenas na cidade de São Paulo, onde os consumidores puderam interagir com a campanha enviando uma “camisa-indireta” para alguém que não divide as tarefas domésticas.


Desde o início do ano, quando lançou “Brastemp Edição Compartilhada”, a marca de eletrodomésticos assume um posicionamento de quebra dos estereótipos de gênero no momento da divisão das tarefas domésticas e propõe uma reflexão sobre o assunto, uma vez que, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), enquanto 93% das mulheres ainda são responsáveis pela tarefa de lavar roupas em casa, apenas 56% dos homens realizam a tarefa de forma rotineira.


Texto: Soraia Alves | Originalmente publicada em: B9




#COTIDIANO #EMPREENDEDORISMO