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Futebol precisa de mudanças urgentes eliminar casos de racismo

Até o mês de maio, a Conmebol registrou nove casos de injúria racial, dos quais seis deles foram na Libertadores e três na Copa Sul-Americana



O futebol sul-americano viveu mais um caso de racismo. O ato mais recente aconteceu na última terça-feira (17) antes do jogo entre Corinthians e Boca Juniors, quando um torcedor do time argentino foi filmado fazendo gestos racistas para os brasileiros.


Segundo a Conmebol, todos os episódios de racismo registrados esse ano tiveram brasileiros como alvos. Até o mês de maio, a Conmebol registrou nove casos de injúria racial, dos quais seis deles foram na Libertadores e três na Copa Sul-Americana.

Além do Corinthians, Fortaleza, Red Bull Bragantino, Palmeiras e Flamengo, também viveram casos de racismo. Ninguém aguenta mais ver racismo no futebol.


Chegou a hora da Fifa, CBF e Conmebol unirem forças para combater o mal. Aplicar multas, independente do valor, é uma ação que claramente não surte efeitos pois os casos não diminuem, pelo contrário, aumentam cada vez mais.


Recentemente, a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) endureceu, as sanções contra atos de discriminação em todas as competições da entidade.

A multa mínima a ser aplicada a clubes ou associação em que o torcedor infringir a regra, passou de US$ 30 mil para US$ 100 mil.


Torcedor do Boca Juniors é detido por cometer ato racista durante o jogo Corinthians e Boca Juniors em partida da Copa Libertadores 2022. | Foto: Ale Vianna/W9 Press/Estadão Conteúdo


Os casos de injúria racial também acontecem dentro do futebol brasileiro. Em fevereiro deste ano Gabigol, atacante do Flamengo, foi xingado de “macaco” durante o jogo contra o Fluminense. Já o atacante Vitinho, do São Paulo, foi alvo de ofensas racistas nas redes sociais.


No último sábado (14), o lateral do Corinthians Rafael Ramos foi acusado de racismo por Edenilson, do Internacional, que foi preso em flagrante no estádio do Beira-Rio em partida válida pelo Brasileirão 2022.


Jogador do Corinthians acusou lateral do Internacional de ato racista. | Foto: Fabiano do Amaral


Um dos casos mais conhecidos aconteceu com o lateral Daniel Alves. Durante partida entre Barcelona e Villarreal. Um torcedor lançou uma banana no gramado para ofendê-lo, mas o jogador respondeu comendo a fruta.


Em partida válida pelo campeonato russo, Roberto Carlos também foi insultado com uma banana jogada das arquibancadas. Na ocasião, o ex-lateral esquerdo reagiu de maneira diferente e abandonou a partida entre Anzhi e Krylia Sovetov .


Arouca, ex-jogador do Santos, também foi alvo de torcedores do Peixe. Em março de 2015, o Palmeiras venceu o rival na Vila Belmiro. As ofensas enviadas às redes sociais do volante foram parar no Ministério Público.


Em abril de 2005, na disputa da Copa Libertadores, o argentino Leandro Desábato ofendeu o jogador Grafite, na partida entre São Paulo e Quilmes, no Morumbi. O atacante tricolor foi expulso e o argentino recebeu voz de prisão ainda no gramado e permaneceu detido na capital paulista por dois dias.



Combater o racismo no futebol é dever de todos


Nos últimos anos, os jogadores estão sentindo coragem e denunciando casos de racismo em campo. O apoio de colegas e time e também de adversários é fundamental para quem sofre com esses atos. Solidariedade, união e conscientização precisam também estar dentro e fora de campo para que o racismo estrutural seja banido de uma vez por todas.


A CBF planeja promover em junho um seminário visando o combate ao racismo. Integrantes da Fifa, Conmebol, dirigentes de federações e o Ministério Público também estarão presentes no evento


O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, já sinalizou a necessidade urgente de endurecer a resposta aos casos de racismo no futebol. "A gente pode ter uma esperança de ter um ambiente melhor se ações contra o racismo realmente se concretizar. Acho que isso vai nos levar a um trabalho de conscientização maior", reflete.