Piloto inglês se torna o recordista isolado com 92 vitórias na categoria



Na corrida realizada no último domingo (25), o piloto Lewis Hamilton bateu uma marca que poucos acreditavam que um dia seria batida: o recorde de vitórias, que nos últimos 19 anos ficou nas mãos do alemão Michael Schumacher. Hamilton alcançou a marca de absurdos 92 triunfos no Autódromo Internacional do Algarve.


A pole no treino foi uma amostra do talento do inglês. Com os pneus médios e uma tática ousada que ele fez questão de garantir que funcionasse na pista. Hamilton saiu com mais gasolina e fez uma tentativa a mais que o companheiro Valtteri Bottas. Esta sensibilidade e a confiança no talento fazem toda a diferença na trajetória do hexacampeão na Fórmula 1. E a volta extra com os médios foi decisiva para que Hamilton largasse pela 97ª vez - outro recorde da categoria - na pole position. Mesmo com o aumento de corridas no calendário da Fórmula 1, parecia impossível alguém ameaçar as marcas de Schumacher.


O primeiro título de Hamilton veio logo na segunda temporada, em uma disputa inesquecível contra o brasileiro Felipe Massa. Depois disso, o piloto e a McLaren entraram juntos em uma entressafra, mas o inglês seguiu ganhando pelo menos uma corrida por ano - algo inédito na história da Fórmula 1.


Lewis Hamilton agradece o público em Portugal após conquistar sua 92ª vitória. Foto: Twitter Lewis Hamilton



Veio a ida para a Mercedes, em 2013. Parecia uma decisão arriscada, já que a equipe alemã estava longe de lutar por vitórias e títulos com regularidade. Mas Lewis acreditou no projeto apresentado a ele pelo saudoso tricampeão Niki Lauda. E deu certo!


Desde 2014 foram cinco títulos em seis anos - confirmando o de 2020, serão seis em sete. O único revés foi em 2016, quando Nico Rosberg o derrotou com todos os méritos - e se aposentou na sequência, tamanho o estresse a que foi submetido naquele ano.


Depois a Ferrari cresceu em 2017 e 2018 comandada por Sebastian Vettel. Só que, na hora em que tudo se complicou, Hamilton apareceu com sua genialidade. É sempre bom lembrar que o melhor carro não anda sozinho, e o trabalho do inglês, tanto no feedback com os engenheiros quanto na velocidade na pista, foi essencial para a Mercedes se manter no topo. E nesse trabalho em equipe, Hamilton começou a bater os recordes da Fórmula 1.


RECORDES ALCANÇADOS POR HAMILTON:

  • Único piloto a vencer pelo menos uma corrida em todas as temporadas que disputou.

  • Maior número de vitórias: 92

  • Maior números de poles: 97

  • Maior número de vitórias largando da pole: 57

  • Maior número de pódios 161

  • Maior número de "resultados perfeitos" (pole, volta mais rápida e vitória liderando todas as voltas) em uma temporada: 3

  • Melhor estreante da história, com nove pódios nas nove primeiras provas, quatro vitórias e seis poles Maior número de vitórias em um único GP, com 8 no GP da Hungria

  • Maior número de vitórias em pistas diferentes: 28

  • Poles no maior número de circuitos diferentes: 29

  • Maior número de largadas na primeira fila: 156

  • Maior número de corridas lideradas: 158

  • Maior número de corridas lideradas do começo ao fim: 22

  • Venceu 35% das corridas que disputou


Lewis Hamilton com o capacete que foi de Ayrton Senna | Imagem: Mark Thompson/Getty Images



Nós fãs brasileiros da Fórmula 1 nos apaixonamos por essa que é a maior categoria do automobilismo graças à Ayrton Senna. Hoje o piloto que começou a correr por causa dessa mesma paixão pelo Senna e que viu o brasileiro escrever seu capítulo na história agora pode escrever seu próprio capítulo. Nick Lauda, Senna, Prost, Schumacher e Vettel foram alguns dos responsáveis por escrever a história incrível que se mantém viva e mais popular do que nunca depois de quase 100 anos da sua primeira corrida. Fãs de F1 e fãs de esporte vão poder dizer para as futuras gerações que tiveram a honra de ver Lewis Hamilton em ação.

Diante de um cenário em alta para estrangeiros, o Palmeiras tem tudo para se tornar o quinto time do Brasileirão com um treinador de fora.


Eduardo Coudet do Internacional orienta o time durante jogo com o vasco

Imagem: Ricardo Duarte/SC Internacional



Os times Internacional e Atlético-MG vêm se revezando na liderança do Campeonato Brasileiro. O Flamengo colou no topo e consolidou um trio que pode comandar a competição até o final. Um fato em comum nas três equipes chama a atenção: a direção técnica é de estrangeiros. Será que é coincidência?

O Inter, que tem 34 pontos e está à frente do Flamengo por ter maior saldo de gols, apostou em Eduardo Coudet desde o início da temporada. O técnico argentino, vitorioso no Racing, já passou por problemas, principalmente por não ter vencido nenhum GreNal no ano.

O Flamengo também teve seu momento de altos e baixos, especialmente quando passou por um surto de Covid-19 em seu elenco. Sob o comando do espanhol Domènec Torrent, o time carioca demorou para embalar e sentia falta de seu ex-treinador, o português Jorge Jesus. Está agora há sete jogos sem perder —cinco vitórias e dois empates— e mostrou um futebol de campeão na goleada por 5 a 1 sobre o Corinthians. Foi exatamente nesta época (reta final do primeiro turno) que o Flamengo começou a dominar o Brasileirão de 2019.

Para completar o trio do topo, o Atlético-MG é o time que menos empatou na competição —apenas uma vez. Ganhou 16 dos últimos 21 pontos disputados e soma 31 pontos, mas dois jogos a menos que seus concorrentes. O time é comandado pelo argentino Jorge Sampaoli, que no ano passado levou o Santos ao vice-campeonato.

Diante de um cenário em alta para estrangeiros, o Palmeiras tem tudo para se tornar o quinto time do Brasileirão com um treinador de fora. Depois de dois representantes do time viajarem ao Equador para tentar a contratação do espanhol Miguel Angel Ramírez, do Independiente del Valle mas sem sucesso, agora a diretoria do time pensa em nomes como Quique Setién, ex-técnico do Barcelona, e Gabriel Heinze, hoje sem clube.

Outro clube já rendido a um estrangeiro é o Vasco, que tem o português Ricardo Sá Pinto no comando. O problema é que, ao contrário dos outro quatro que apostam (ou devem apostar) nesse caminho, o clube da Colina tem problemas sérios à espera do novo comandante: os salários em São Januário seguem atrasados e a equipe não vence há nove partidas.

Atletas de dois projetos sociais arrecadaram dinheiro e disputarão edição especial da regata mais tradicional da Vela de Oceano no Brasil

Foto: Fred Hoffman



Doze atletas que vieram de dois projetos sociais ligados à vela, o Projeto Grael, de Niterói (RJ), e o Navega São Paulo, de Praia Grande (SP), arrecadaram recursos financeiros através de uma vaquinha virtual e embarcam na próxima semana para a disputa da 70ª edição da Regata Santos-Rio, a mais tradicional do Brasil que tem largada na sexta-feira, dia 23, na Baía de Santos. Serão seis atletas no veleiro Bravo, que é de São Paulo. Cinco deles vêm do projeto Grael e mais um atleta do Navega SP. Outros seis atletas, todos do Grael, estarão no veleiro Sexta-Feira.

"A ideia de participar da Santos-Rio vem de cinco anos atrás e só tínhamos conseguido executar em 2018 com uma tripulação mista entre os dois projetos. Por falta de verba acabei pagando R$ 2.500 do meu bolso e em 2019 não conseguimos participar por falta de verba e agora em 2020 seria inviável pelo mesmo motivo. Daí surgiu a ideia de alguns ex-alunos de montar uma vaquinha online e conseguimos R$ 4.300,00, mais da metade do orçamento ideal que seria de R$ 8 mil", disse Alex Sandro de Carvalho que será o comandante do veleiro Bravo que vai competir na principal classe do evento , a ORC, desafiando nomes como Lars Grael em seu barco Avohai, o Blue Seal com a campeã Olímpica, Martine Grael, além do Crioula, do velejador olímpico Samuel Albrecht, entre outros.


Foto: Fred Hoffman


Alex, de 31 anos, foi aluno durante oito anos do projeto Grael que tem 20 anos de existência e recebe crianças e adolescentes da comunidade Jurujuba, em Niterói (RJ): "Fui me destacando no projeto através da vela, sempre fui apaixonado pelo mar, mas não tinha o conhecimento do esporte em si, da vela como instrumento de educação. E através da vela que consegui ter uma direção na vida. Fui nascido e criado em uma comunidade em Niterói. Hoje eu vivo da vela", disse Alex que em 2011 fez história ao ser campeão da regata transoceânica mais longa do mundo, a Cape Town- Rio (Cidade do Cabo - Rio de Janeiro) junto com outros três membros do projeto e a outra metade de tripulantes de sul-africanos.

"Foram 16 dias e meio de regata, ficamos em segundo lugar, mas no tempo corrigido ficamos em primeiro. Primeiros brasileiros a sermos campeões dessa regata. Foi um marco na minha vida. E através dela foram surgindo outras oportunidades de velejar e da mesma forma que recebi oportunidade de velejar fora do projeto Grael, hoje levo esse bastão para outra garotada para demais meninos e meninas do projeto e outros projetos náuticos", seguiu Alex que trabalha com aluguel de veleiros, manutenção de barcos e dá aulas.

No veleiro, Alex vai comandar Rebeca Abreu, de 18 anos, Ramon Nascimento, de 27, Melissa Sousa, de 19, João Paulo Vargas, de 19, e Esdras Jesus, de 20 anos, este último do Navega São Paulo.

Radson de Souza  é membro do barco Sexta-Feira, do Iate Clube Brasileiro, de Niterói (RJ), que vai competir na classe BRA-RGS com tripulação de dez integrantes, seis deles do projeto Grael. Como o Sexta-Feira vem do Rio de Janeiro, seriam necessários mais recursos que os atuais R$ 4,3 mil. No momento Radson e o comandante do barco Rômulo Machado vão bancar o valor das inscrições dos velejadores: "Com o valor arrecadado conseguimos bancar transporte para Santos e alimentação, não conseguiremos bancar a inscrição ainda. Então eu e o Romulo vamos ajudar nessa parte.  O barco Bravo é de São Paulo então o custo é menor na parte logística do barco, o Sexta-Feira é do Rio e o custo mais alto. Mesmo assim estamos confirmados e nos preparando". Além de Radson, estarão do projeto social os tripulantes Ronald Gomes, Mateus Lobo, Juliana Leopoldo, Thiago Sanguineto e Isaque Soares.

O link para contribuição segue aberto: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/lifemar-na-70-regata-santos-x-rio

A 70ª Regata Santos-Rio terá mais um integrante do projeto Grael na raia, Samuel Gonçalves, que foi campeão mundial da classe Star ao lado de Lars Grael, em 2015. Samuel disputará o título na classe IRC no barco Rudá comandado por Torben Grael que terá integrantes do programa Vela Jovem da CBVela além de Henry Boening, proeiro de Robert Scheidt. Samuel esteve com Alex na disputa da regata Cape Town - Rio de 2010. 

Estão confirmados mais de 70 barcos no que será o recorde em todas as 70 edições do evento. Serão cerca de 500 velejadores de todo o país que participam antes da largada de um desfile, às 10h30 do dia 23, pela Baía de Santos. Os barcos campeões vão receber uma salva de tiros de canhão do Navio-Veleiro Cisne-Branco que ficará na frente do Pier dos Pescadores. Haverá também uma fragata da Marinha do Brasil. 

As disputas serão nas classes ORC, IRC, BRA-RGS e BRA-RGS Clássicos, Bico de Proa e Mini 6.50 e Multicascos com inscrições abertas. Mais detalhes pelo Aviso de Regata - https://www.icrj.com.br/vela/outubro-20/223-24-10-2020-70%C2%BA-regata-santos-rio.html

Acompanhamento online da 70ª Santos-Rio

A 70ª Santos-Rio poderá ser acompanhada online em tempo real tanto pelas famílias como imprensa e demais pessoas pelo  sistema SPOT Brasil, subsidiária da empresa americana Globalstar Inc, que fará o rastreamento dos veleiros. Após a disputa da 70ª Santos-Rio será realizada a 51ª edição do Circuito Rio entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro com organização do Iate Clube do Rio de Janeiro. O Circuito Rio valerá como o Campeonato Brasileiro da classe ORC.


Sobre Projeto Grael


O projeto Grael foi fundado em 1998 pelos medalhistas olímpicos Lars Grael, Torben Grael e Marcelo Ferreira e é uma ONG que tem objetivo em democráticas o acesso dos jovens à prática do esporte da vela e contribuir para transformação social na vida de seus beneficiados.

Mais de 17 mil crianças e jovens já foram atendidos das redes públicas de ensino e estão sendo educadas por meio da vela e preparados para o mercado de trabalho. A cada semestre cerca de 350 alunos, entre 9 e 29 anos, são formados nos cursos e programas de Desenvolvimento Esportivo (Natação, vela e canoagem), Oficinas Náuticas (Capotaria, Carpintaria, Fibra de Vidro, Mecânica Motor Diesel, Mecânica de Motor de Popa, Instalações Eletroeletrônicas para Barcos). A instituição disponibiliza também Biblioteca, aulas de educação ambiental e inclusão digital para todos os alunos e aulas de Marcenaria para crianças. Tudo de forma gratuita. 


Sobre projeto Navega São Paulo


O Navega São Paulo teve início em 2001 e é voltada para o desenvolvimento do esporte naútico adaptado e no começo atendeu alunos especiais da rede pública municipal. Em 2003, quando Lars Grael era Secretário de Esportes do Estado de São Paulo, passou a atender demais alunos da rede pública de ensino. Hoje conta com 16 núcleos distribuídos pelo estado de São Paulo e já atendeu mais de 12 mil alunos. 

Atualmente atende alunos oriundos da complementação pedagógica da rede pública de ensino municipal , estadual e escolas particulares , atende também casa do adolescente, casa da criança, melhor idade, e programa de medidas legais como prestação de serviços a comunidade e liberdade assistida . Em parceria com a Marinha do Brasil e agremiações esportivas locais tais como o Iate Clube de Santos, tem realizado várias ações de formação marinheira e de participação em competições esportivas e cívicas na Capitania dos Portos de São Paulo  em outras instalações da Marinha em outros estados. 

A 70ª Regata Santos-Rio tem a organização do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro e contra com os apoios da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, a ABVO, da CBVela, e da Prefeitura de Santos.

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